Após ordem da Justiça, empresário que destruiu restaurante japonês na Praça Popular é preso
O empresário José Clóvis Pezzin de Almeida, conhecido como Marlon Pezzin, foi preso após a Justiça decretar a prisão preventiva por descumprimento de medida protetiva concedida à ex-namorada. A informação foi confirmada pelo
junto à fontes da Polícia Civil.
A decisão que resultou na prisão foi proferida pelo juiz plantonista Jean Garcia de Freitas Bezerra, no domingo (7). No despacho, o magistrado destacou que o empresário descumpriu reiteradamente a ordem judicial, colocando a vítima em situação de risco contínuo, o que tornou insuficientes outras medidas cautelares que não a prisão.
Embora a Justiça tenha apontado o descumprimento das medidas protetivas, não foram divulgados detalhes sobre quais determinações judiciais foram violadas pelo criminoso, nem de que forma isso ocorreu.
Marlon Pezzin é acusado de ter agredido a então namorada, em março de 2022, em uma residência no bairro Santa Marta, em Cuiabá. Conforme o boletim de ocorrência, a vítima foi socorrida por amigas e encaminhada ao Hospital Santa Rosa, apresentando diversos hematomas pelo corpo e no rosto.
Imagens divulgadas à época mostram vermelhidão nas bochechas, olho roxo e hematomas nos braços. Após o caso, a Justiça concedeu medidas protetivas em favor da vítima.
À época, a defesa alegou que o empresário fazia uso de medicação controlada para tratamento de transtornos psiquiátricos e que teria ingerido bebida alcoólica no dia das agressões, o que, segundo a versão apresentada, teria provocado um suposto surto, com perda da capacidade de compreensão dos atos praticados. Marlon afirmou não se lembrar do ocorrido.
Após o episódio, ele chegou a ficar cerca de um mês preso no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC).
Além desse caso, o empresário acumula um histórico de ocorrências policiais. Em 2021, ele se envolveu em uma confusão em uma boate de Cuiabá, onde foi acusado de agredir uma mulher. Na ocasião, conforme registros, ele teria sacado uma arma de fogo e efetuado diversos disparos na Avenida Isaac Póvoas, antes de fugir.
Em janeiro deste ano, Marlon também se envolveu em um grave acidente na Estrada da Guia, durante um suposto racha. Ele conduzia um Porsche amarelo e bateu na traseira de um Volkswagen Fox, dirigido por um jovem de 20 anos, que foi socorrido em estado grave.
O empresário também foi alvo da Operação Hades, deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas, que investigou um esquema interestadual de lavagem de dinheiro, com atuação de facções criminosas. Em Mato Grosso, mandados foram cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande, Vila Bela da Santíssima Trindade e Chapada dos Guimarães.
Mais recentemente, em maio deste ano, Marlon foi indiciado por dano qualificado, tentativa de homicídio com dolo eventual e omissão de socorro, após atingir propositalmente com um veículo o deck de um restaurante na Praça Popular, em Cuiabá, após uma confusão iniciada dentro do estabelecimento.
Com a nova prisão, ele permanece à disposição da Justiça.







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