Em 1 de cada 5 feminicídios em MT, a mulher já tinha medida protetiva contra o agressor
Em Mato Grosso, 1 em cada 5 casos de feminicídio registrados, a mulher assassinada já havia quebrado o silêncio, procurado o sistema de justiça e obtido uma Medida Protetiva de Urgência que deveria garantir seu afastamento do agressor.
Os dados constam em um levantamento da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso (PJC-MT) analisado no estudo "Retrato dos Feminicídios no Brasil", do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
O levantamento revela uma variação preocupante entre os estados e coloca Mato Grosso na segunda maior proporção do país em falha de proteção institucional. Veja a lista abaixo:
- 25,0% das vítimas no Acre possuíam medida protetiva ativa quando foram mortas
- 22,2% das vítimas em Mato Grosso possuíam medida protetiva ativa quando foram mortas
- 21,7% das vítimas em São Paulo possuíam medida protetiva ativa quando foram mortas
- 13,1% é a média nacional de vítimas assassinadas com amparo de decisão judicial
- 86,9% das vítimas no país não possuíam medida protetiva





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