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Campo Novo do Parecis,18/04/2026

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PREFEITO TENTA CALAR CRÍTICAS, MAS JUSTIÇA GARANTE LIBERDADE DE IMPRENSA EM TANGARÁ DA SERRA


PREFEITO TENTA CALAR CRÍTICAS, MAS JUSTIÇA GARANTE LIBERDADE DE IMPRENSA EM TANGARÁ DA SERRA

Uma disputa judicial envolvendo o prefeito VANDER ALBERTO MASSON e o advogado e jornalista JEAN MICHEL SANCHES PICCOLI, responsável pela página Tangará Mil Graus, voltou a ganhar destaque após uma decisão que reforça um dos pilares da democracia: a liberdade de imprensa.

O caso, que teve início em 2023, surgiu a partir de uma publicação relacionada à gestão municipal. Na ocasião, o prefeito recorreu ao Poder Judiciário alegando que as informações divulgadas seriam inverídicas e prejudicariam sua imagem. A Justiça, naquele momento, o que levou as partes a firmarem um acordo para encerrar o conflito.

No entanto, o cenário mudou em 2026.

TENTATIVA DE AMPLIAR ACORDO GERA NOVA DISPUTA

Com o surgimento de novas críticas relacionadas à administração municipal  desta vez envolvendo denúncias sobre a situação de servidores públicos e questionamentos sobre a gestão o prefeito voltou à Justiça, alegando que o acordo firmado anteriormente proibia qualquer nova manifestação sobre sua gestão.

A tese, porém, não foi acolhida pelo Judiciário.

Ao analisar o caso, a juíza Marina Dantas Pereira entendeu que o acordo firmado entre as partes era restrito aos fatos discutidos em 2023, não podendo ser utilizado como instrumento para impedir críticas futuras sobre novos acontecimentos.

DECISÃO REFORÇA VEDAÇÃO À CENSURA PRÉVIA

Na decisão, a magistrada destacou que a Constituição Federal brasileira veda qualquer forma de censura prévia, especialmente quando se trata de manifestações sobre agentes públicos no exercício de suas funções.

Segundo o entendimento judicial, impedir a divulgação de críticas relacionadas a fatos novos configuraria uma limitação indevida ao direito de informação e ao livre exercício da atividade jornalística.

Com isso, foi rejeitada a tentativa de obrigar a remoção dos novos conteúdos publicados pela página.

ATUAÇÃO JURÍDICA E JORNALÍSTICA GANHA DESTAQUE

A defesa apresentada por Jean Piccoli foi baseada na distinção entre os fatos antigos objeto do acordo e as novas denúncias, consideradas de interesse público.

A argumentação sustentou que o exercício do jornalismo, sobretudo no âmbito da fiscalização de atos da administração pública, não pode ser restringido por acordos genéricos ou interpretações ampliativas que contrariem garantias constitucionais.

NOVO PROCESSO MANTÉM TENSÃO ENTRE AS PARTES

Após a decisão, o prefeito ingressou com uma nova ação judicial, desta vez alegando que recentes publicações teriam extrapolado os limites da crítica e atingido sua honra pessoal.

O novo processo ainda está em andamento, porem a justiça negou novamente o pedido liminar para que fosse apagadas as publicações relacionadas ao caso de corrupção e fraude em exames laboratoriais denunciados pela pagina Tangará Mil Graus, a disputa ainda não terminou porem os próximos capítulos dessa disputa que envolve política, liberdade de expressão e os limites da atuação nas redes sociais.

DEBATE ULTRAPASSA O CASO CONCRETO

O episódio reacende um debate relevante em todo o país: até que ponto a crítica política pode ir e onde começa a responsabilidade sobre a informação divulgada.

Para especialistas, decisões como essa reforçam o entendimento de que figuras públicas estão sujeitas a maior nível de exposição e crítica.

Enquanto isso, a população de Tangará da Serra segue acompanhando de perto um caso que já se tornou símbolo do embate entre poder político e liberdade de imprensa.




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